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4° Passo para a Construção da Independência Financeira

Chegamos ao 4° passo da jornada da construção da Independência Financeira que é a acumulação de patrimônio de ativos com o intuito de geração de renda

Postado 01/11/2021

Fabricio Perin

 

Chegamos ao 4° passo da jornada da construção da Independência Financeira que é a acumulação de patrimônio de ativos com o intuito de geração de renda passiva, ou seja, dinheiro entrando na sua conta sem que você precise trabalhar por ele, o dinheiro aqui que vai trabalhar por você.

 

 

Recapitulando, os 3 primeiros passos são:

1 – Organização e Planejamento Financeiro;

2 – Quitação de dívidas;

3 – Constituição de Reserva de Emergência;

 

Após concluídos estes 3 passos que falamos em artigos anteriores, vamos agora focar na evolução de patrimônio.

Importante entendermos a diferença entre investimentos em ativos e investimentos em passivos (neste caso não estamos considerando ativos e passivos em termos de contabilidade, que possuem conceitos diferentes).

 

- Ativos:

São investimentos que te trazem mais dinheiro, que geram mais capital.

Exemplo de ativos: Casa de aluguel, investimento na bolsa de valores, investimentos em títulos de renda fixa que remunerem acima da inflação.

 

- Passivos:

São “investimentos” que te geram despesas e/ou nenhum retorno financeiro. Passivos normalmente perdem valor ao longo do tempo.

Exemplo de passivos: Veículos, casa de veraneio, celular de última geração.

 

Conheço várias pessoas que possuem um patrimônio expressivo, mas este patrimônio não traz nenhum retorno financeiro. Como estamos falando de criação de uma renda a partir de patrimônio de ativos, precisamos investir em algo que nos traga renda recorrentemente.

Para isso, precisamos avaliar 5 pontos para que possamos construir um patrimônio que nos permita ter Independência Financeira.

               

1 – Qual a renda mensal que você gostaria de ter através de renda passiva?

2 – Qual o patrimônio futuro necessário para este propósito?

3 – Qual o patrimônio em ativos que você já possui atualmente?

4 – Quanto você pode aportar anualmente para este projeto?

5 – Qual a rentabilidade anual necessária nos seus investimentos?

 

Basicamente, para cálculo de patrimônio necessário para Independência Financeira, podemos dividir a renda mensal desejada por 0,5%, que seria uma retirada mensal perpétua a partir do patrimônio acumulado.

Ex: Se você quer uma renda mensal de R$ 10.000,00 por mês, dividindo R$ 10.000,00 por 0,5%, teríamos um patrimônio futuro necessário de R$ 2.000.000,00 (a valor presente, ou seja, ainda não corrigido pela inflação).

Ainda neste exemplo, suponhamos que você hoje não tenha ainda nenhum capital disponível para este propósito, queira chegar a Independência Financeira daqui 25 anos e consegue aportar R$ 30.000,00 por ano.

 

Nesta situação, temos:

Patrimônio atual para Independência Financeira: R$ 0,00

Valor futuro necessário: R$ 2.000.000,00

Tempo: 25 anos

Capacidade de aporte anual: R$ 30.000,00

 

A rentabilidade necessária com estas variáveis, seria de 7,36% ao ano (sem considerar inflação).

Como incluir a inflação neste cálculo?

Corrigindo o aporte anual e também corrigindo a rentabilidade anual necessária pela inflação do ano. Ou seja, no nosso exemplo, no segundo ano de aporte, se a inflação do ano anterior foi de 6%, o aporte deveria ser de R$ 30.000,00 + 6% = R$ 31.800,00.

E se a rentabilidade necessária é de 7,36% a.a., precisamos além deste percentual, adicionar a inflação em ganho. Assim, se temos a inflação de 6% em um ano, a rentabilidade necessária seria de 7,36% + 6% = 13,36% a.a.

Ou seja, os 2 milhões necessários, daqui há 25 anos terá um valor nominal maior que 2 milhões, porém, vai comprar o equivalente ao que 2 milhões compram hoje.

E se você estiver pensando que 2 milhões são inalcançáveis porque hoje você ainda não tem nada, te digo que quem hoje tem 2 milhões ou mais, um dia tinha 10 mil, depois 20 mil, 50 mil, 500 mil....e chegou aos 2 milhões. Por isso o nome é EVOLUÇÃO patrimonial.

Com este exemplo quero deixar claro que não existe uma receita pronta, cada investidor deve conhecer a sua realidade para montar um planejamento que faça sentido.

O que não pode acontecer é você deixar de ter um planejamento, uma meta para ser alcançada, é chegar a uma determinada idade e descobrir que você nunca poderá se aposentar com dignidade, pois não se preocupou em acumular ativos. Enfim, não pode depender do governo para se aposentar.

Espero que estes 4 breves artigos possam ter te ajudado a entender a importância de se respeitar cada fase de um planejamento financeiro, que ninguém fica rico da noite pro dia e que o dinheiro é capaz de te trazer liberdade.

Respeite cada fase deste processo e com determinação e convicção de onde se quer chegar é possível que seu objetivo seja realizado.

 

Sucesso e até a próxima.

 

Fabrício Perin

Assessor de Investimentos

Sócio da UDG Investimentos, escritório vinculado a XP Investimentos

fperin@udginvestimentos.com.br

 

 

               

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